Não sei qual o momento, muito menos o contexto, em que pela primeira vez ouvi: “A tudo Nosso Senhor nos leva, se a saúde não nos faltar".
Também não faço a menor ideia se tem valor de provérbio ou dito popular. Sei,
isso sim, que associo esta expressão a uma outra: "Ao que nós chegamos!".
Apenas sei, porque registei, que resolvi perguntar a uma IA (no caso a Copilot)
se havia algum registo para qualquer das preposições e obtive como resposta um
não. Claro que a resposta obtida não implicava que as mesmas não tivessem
existência, porque eu as usava e alguns amigos, também. Curioso foi quando
solicitei se fazia sentido ligar ou interligar as duas preposições e solicitei
o que poderia ser comum na sua interpretação.
Múltiplas respostas para múltiplas
interpelações, nada que eu não esperasse, mas todas com algum sentido. Na última
vez que perguntei foi-me apresentada a conclusão de que qualquer dos ditos pareciam
ter nascido da experiência, da oralidade, da observação do mundo.
Basicamente pode concluir-se que são frases que se dizem em momentos de desabafo.
Têm peso porque vêm de quem os viveu. Ora bem, a conclusão considero-a pertinente
e verdadeira e quando dei por mim estava a pensar que seria interessante olhar
para os provérbios de uma maneira diferente.
Isto é, interpretá-los à letra, lê-los com
um olhar diferente e enquadrados numa corrente filosófica e, porque não, trabalhá-los
recorrendo a uma nova ferramenta digital. Estava decidido, mas precisava encontrar
um personagem que também pudesse ser ator, ser intérprete.
Mochofino, foi a primeira criação conjunta.
A ilustração deste "post" é a primeira evidência do trabalho que pode ser realizado
e onde Mochofino, como intérprete, exprime emoções!
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