Esta afirmação utilizada, vezes sem conta, como provérbio, como dito popular, é uma máxima atribuída a Sócrates e é comum ser interpretada como traduzindo a ideia de que ninguém é dono da verdade e que aponta para a importância de ser corajoso para admitir que não se sabe tudo.
A sabedoria popular também interpreta este provérbio como algo que se constrói com o tempo, que se aprende com os erros e com o diálogo.
Este dito parece ser uma paráfrase do pensamento socrático, aproveitando a máxima “Conhece-te a ti mesmo”, uma vez que para Sócrates o autoconhecimento era o ponto de partida para a sabedoria, a ética e a vida justa.
Sócrates acreditava que o verdadeiro conhecimento só poderia ser alcançado por meio da autoanálise e do questionamento constante e este modo de pensar levou à maiêutica: método que consistia em fazer perguntas para que o interlocutor descobrisse verdades por si mesmo.
De forma clara rejeitou a sabedoria aparente e frequentemente confrontava os que se diziam sábios, mostrando que não se conheciam a si mesmos, nem os conceitos que defendiam.
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