O silêncio pode evitar conflitos, preservar relações, proteger…
O silêncio pode ser interpretado como a capacidade, e a importância, de guardar
um segredo valioso. Mas também pode ser percebido como uma competência de saber
escutar.
Falar parece ser mais fácil do que escutar, pois saber ouvir exige
atenção. No fundo o silêncio é o campo onde se desenvolve a introspeção e que melhora
o autoconhecimento.
Mochofino, na sua postura meditativa, ensina que há força no
silêncio e que muitas vezes, a melhor decisão não é responder de imediato, mas sim
meditar, refletir primeiro.
Esta postura pode ser associada a outros ditados populares e desde logo
ao:
Mais vale calar do que mal falar.
"O papagaio
tagarela" [uma fábula]
No alto da sua árvore preferida Mochofino aproveitava o valor do
silêncio.
Mas o silêncio foi interrompido, pois o mundo não para e por vezes… fala
demais.
Num ramo mais próximo do solo um papagaio, com penas muito vistosas de
cor verde, convencido do seu enorme saber, fala sem parar para um grupo de aves
e outros animais que tão depressa manifestavam concordância como discordância. Alguns
abanavam e ou coçavam a cabeça tal a confusão de ideias.
O auge da indignação foi atingido quando o papagaio inchando o peito
proferiu: - “Eu tenho a certeza de que a Lua só é visível há noite porque o Sol se
foi movimentando e se escondeu atrás das montanhas!”
Um coelho saltou de indignação, uma raposa revirou os olhos, as aves bateram
vigorosamente as asas e voaram e até um caracol quis abandonar o local
rapidamente!
Mochofino fechou os olhos e suspirou.
Sentindo-se incompreendido o papagaio olhou para cima e pergunta: “E tu,
ó mocho, qual a tua opinião?
Mochofino respondeu num tom bem calmo e com alguma ironia: “Eu
gosto de silêncio.”
Universo original de Mochofino
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