segunda-feira, outubro 13, 2025

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De Roma vem o que para Roma vai

 

Este é um daqueles provérbios que talvez mais se afasta do conceito que temos para os mesmos, uma vez que os provérbios são frequentemente usados como ditos, tendo em consideração a sua raiz popular.

Não é muito conhecido e a sua origem, uma vez mais, não é conhecida. Pouco importa, parece-nos pertinente e mereceu a nossa atenção porque nos foi ensinado por um amigo que, infelizmente, já não está entre nós!

A interpretação que para o mesmo nos foi dada traduz-se na orientação, imposição ou oposição, que surge depois de questionarmos uma entidade que gosta de exercer o poder hierárquico e que, dessa forma, condiciona a nossa vontade de fazer algo diferente.

As ideias e a vontade de as concretizar devem ser acolhidas e interpretadas como verdadeiras manifestações de liberdade e, muitas vezes, quem determina, manda calar, manda parar, porque tudo quer controlar.

A necessidade permanente de perguntar quando se pode fazer, avançar, acabará por nos conduzir à inação. É um mau hábito estar sempre à espera da resposta que muitas vezes tardará e outras vezes, se surgir, vem para condicionar a vontade de realizar ou o modo de o fazer.

Talvez não haja necessidade de se optar entre o caminho que não existe previamente e é construído pelo ato de andar [António Machado] e o caminho da invenção, rutura, gesto criador contra a norma [Almada Negreiros]se se aceitar a ideia de fazer sem estar sempre à espera de autorização. 


Universo original de Mochofino
 

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Autor - José Pina

Autor - José Pina
Universo original de Mochofino