Este é um daqueles
provérbios que talvez mais se afasta do conceito que temos para os mesmos, uma
vez que os provérbios são frequentemente usados como ditos, tendo em
consideração a sua raiz popular.
Não é muito conhecido e
a sua origem, uma vez mais, não é conhecida. Pouco importa, parece-nos
pertinente e mereceu a nossa atenção porque nos foi ensinado por um amigo que,
infelizmente, já não está entre nós!
A interpretação que para
o mesmo nos foi dada traduz-se na orientação, imposição ou oposição, que surge
depois de questionarmos uma entidade que gosta de exercer o poder hierárquico e
que, dessa forma, condiciona a nossa vontade de fazer algo diferente.
As ideias e a vontade de
as concretizar devem ser acolhidas e interpretadas como verdadeiras
manifestações de liberdade e, muitas vezes, quem determina, manda calar, manda
parar, porque tudo quer controlar.
A necessidade permanente
de perguntar quando se pode fazer, avançar, acabará por nos conduzir à inação. É
um mau hábito estar sempre à espera da resposta que muitas vezes tardará e outras
vezes, se surgir, vem para condicionar a vontade de realizar ou o modo de o
fazer.
Talvez não haja
necessidade de se optar entre o caminho que não existe previamente e é
construído pelo ato de andar [António Machado] e o caminho da invenção, rutura,
gesto criador contra a norma [Almada Negreiros]se se aceitar a ideia de fazer sem estar sempre à espera de autorização.
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