Olhando para os olhos, supostamente, é possível reconhecer alegria ou tristeza, serenidade ou medo, ansiedade… é assim que tende a ser interpretado este dito popular. É comum ouvirmos dizer: “Não precisas de dizer nada, basta olhar para ti.”
Há quem acredite que mesmo que se tente esconder o que se sente, os olhos acabam por trair essa intenção, a revelação acontece. Filósofos/escritores como Plutarco escreveram sobre o poder destrutivo do olhar, sugerindo que os olhos emitiam uma espécie de energia capaz de afetar os outros. Atribuíam-se, assim, ao olhar humano poderes sobrenaturais.
A crença de que o olhar era entendido como um canal de energia espiritual, estava na base de uma prática: a catoptromancia, onde o reflexo do rosto e do olhar revelava muito mais do que a aparência. Surgiu na Grécia Antiga e era usada para prever o futuro, para mostrar destinos ocultos e mundos paralelos.
Afinal, o espelho, que no uso comum, queremos que nos devolva a aparência, teve uma importância maior, pois para além de devolver uma imagem física, ainda que virtual no caso dos espelhos planos, também permitia revelar um estado de espírito!
E se dúvidas ainda houvesse acerca da importância do olhar, o que dizer do Olho de Hórus, símbolo de proteção, cura, poder real e visão espiritual, no antigo Egito.
Mas a importância do olhar chega ao ponto de, em plena idade média, se acreditar que pessoas com olhos estrábicos podiam lançar maldições involuntárias.
Universo original de Mochofino
Tags :
catoptromancia
,
religião
Subscribe by Email
Follow Updates Articles from This Blog via Email

No Comments
O comentário está acessível