quinta-feira, abril 30, 2026

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Trabalho é meio de vida e não de morte

Uma semana depois de Abril, e no dia em que se celebra o 1.º de Maio,

Mochofino detém-se no tema que é caro a ambos: o trabalho.

Não é difícil encontrar um ditado que inclua a palavra.

Todos a associamos a atividades, físicas ou intelectuais, que permitem alcançar objetivos, produzir bens ou prestar serviços.

O trabalho dignifica. E a sua dignidade assenta em pilares fundamentais: liberdade na escolha, direitos, proteção social e diálogo.

Mas a atenção recaiu sobre: Trabalho é meio de vida e não de morte. 

Desde logo porque envolve dois vocábulos antónimos ligados pela palavra trabalho. Longe estávamos de imaginar onde nos levou a origem da palavra.

A palavra surpreende. Vem de um instrumento de tortura, composto por três varas ou paus, o tripalium. E isso muda a forma como a lemos. Tripaliare era um verbo que significava torturar no tripalium. Daí evoluiu para o francês travailler e, mais tarde, para o português trabalhar.

Com o tempo, o sentido evoluiu para representar um esforço muito intenso e, mais tarde, para exercer um ofício. Mas o sentido inicial era literal: trabalhava quem era castigado. Estava associado à punição ou à condição (escravos), provocava dor extrema e, não poucas vezes, a morte.

O provérbio afirma que o trabalho existe para sustentar a vida, não para a destruir.

Coloca a vida humana acima da produtividade.

Confronta jornadas excessivas, precariedade, exploração e a normalização da dor no trabalho.

Lembra que o trabalho é um meio, nunca um fim.

Deve elevar a dignidade, não sacrificá‑la.

Mochofino apreendeu a profundidade do provérbio e o seu alerta: meio de vida, não de morte.

Universo original de Mochofino

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Autor - José Pina

Autor - José Pina
Universo original de Mochofino