Vamos tentar responder, de forma simples e contextualizada.
Comecemos por perceber o que é a luz, qual a sua natureza.
Explicar o que é a luz e qual a sua natureza, é um problema que dividiu opiniões e gerou enormes discussões durante mais de dois milénios. No entanto, o debate científico concentra-se entre os séculos XVII e XX.
No século XVII surge uma grande controvérsia entre Newton, que defendia que a luz era constituída por pequenas partículas emitidas pelas fontes luminosas e Huygens que propunha que a luz era uma onda que se propagava através do hipotético “éter”.
A explicação avançada por Newton foi a mais aceite, muito devido ao enorme prestígio que recolhia entre a comunidade científica. Mas no início do século XIX a teoria ondulatória ganhou um forte apoio quando Young demonstrou experimentalmente que a luz sofria interferência ao atravessar duas fendas muito estreitas.
Se a luz fosse constituída apenas por partículas, esperar-se-iam duas bandas luminosas. No entanto, surgiu uma sucessão de faixas claras e escuras.
Algumas décadas mais tarde Maxwell demonstrou teoricamente que a luz corresponde a uma onda eletromagnética, a questão parecia resolvida: a luz era uma onda.
No início do século XX surgem alguns fenómenos que a teoria ondulatória não consegue explicar. Planck introduz o conceito de quantum de energia e Einstein explica o efeito fotoelétrico admitindo que a energia está quantizada, desenvolvendo a ideia proposta por Planck. A luz revela assim uma componente corpuscular, descrita através dos fotões.
Nos anos 20, com o desenvolvimento da Mecânica Quântica por Heisenberg, Schrödinger e outros físicos, consolidou-se a ideia de que a luz manifesta propriedades ondulatórias e corpusculares. Com De Broglie surgiu a ideia de que esta dualidade não é exclusiva da luz: toda a matéria possui igualmente natureza dual. Esta dualidade onda-partícula constitui um dos pilares da Mecânica Quântica.
Universo original de Mochofino.- Ano II
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