Por vezes um provérbio leva-nos a uma frase ou a um conjunto de palavras que já encontramos, já lemos algures.
Foi o caso, recordamo-nos de, imediatamente, automaticamente, mecanicamente, conjunto que localizamos no livro “Ontem, um Anjo disse-me.” de Fernando Carvalho Rodrigues e Luís Ramos.
De alguma forma e sugestionados pelo provérbio, pensamos que aquele conjunto de palavras poderia ler-se como uma crítica ao tempo atual, uma vez que traduz a ideia de que queremos que tudo aconteça rapidamente. Fomos reler (p.24).
“… Buckhardt… perguntou a Nietzsche: Então como é que vai ser esta coisa do século XX?.../… O século XX vai ser o século da sobressimplificação. Toda a gente ficou a pensar no que ele quereria dizer com isto.
… passados alguns anos, nós sabemos [Carvalho Rodrigues]. No século XX, as palavras-chave de tudo são: automaticamente, mecanicamente, imediatamente. Quando queremos uma coisa, queremo-la já!...”
Sem grande esforço, aceitamos que este dito popular: “Saber esperar é uma virtude” traduz a ideia de que existe valor em resistir ao imediato.
Saber esperar não representa passividade, mas sim a capacidade de pensar sobre os assuntos, de recusar o impulso.
Saber esperar é uma virtude porque implica disciplina, paciência e confiança e valoriza o tempo como necessidade de aprofundamento, de amadurecimento.
Mochofino, como sempre, ponderado, considera necessário dar tempo ao tempo antes de agir. Contemplativo e silencioso, age em contraponto ao “automaticamente, imediatamente, mecanicamente”.
Universo original de Mochofino
Tags :
conhecimento
,
ética
,
resiliência
Subscribe by Email
Follow Updates Articles from This Blog via Email

No Comments
O comentário está acessível