O papel do ozono depende exclusivamente do contexto atmosférico em que se encontra. Por isso, a classificação de “bom” ou “mau” não descreve a molécula, mas sim a função que desempenha. Então, porque surge esta distinção?
A camada de ozono, localizada na atmosfera e em concreto na estratosfera, entre os 20 e os 35 km de altitude, filtra uma parte da radiação ultravioleta [UV-B e UV-C] que atinge a Terra e, deste modo, atua como camada protetora da vida deste nosso planeta azul. Esta camada tem origem na reação química que ocorre entre o oxigénio molecular e a radiação solar.
Bem mais próximo da superfície terrestre, na camada da atmosfera que designamos por troposfera, [até aos 10 km de altitude] também existe ozono que tem origem na reação fotoquímica entre os poluentes urbanos, resultando ele próprio um poluente secundário que causa problemas respiratórios graves, irritação ocular e prejudica quer as florestas, quer colheitas.
Há cerca de quatro décadas identificou-se uma degradação da camada de ozono, provocada entre outros por clorofluorcarbonetos (CFC), gases usados, por exemplo em frigoríficos e em aerossóis, que originam radicais de cloro. Cada átomo de cloro pode destruir dezenas de milhares de moléculas de ozono.
Perante uma ameaça de efeitos devastadores, a comunidade internacional adotou medidas firmes e coordenadas para proteger a saúde humana e o ambiente contra os efeitos negativos que resultam das atividades humanas.
Proibir o uso dessas substâncias e emitir o Protocolo de Montreal - permitindo que a camada de ozono recuperasse de forma gradual – a decisão certa.
16 de setembro, este foi o dia proclamado na Resolução 49/114, adotada na Assembleia Geral da ONU de 23 de janeiro de 1995, para sinalizar a importância de cuidarmos da camada de ozono, este escudo natural da Terra.
Este ano celebra-se o Protocolo de Montreal sob o lema «Ação global para um planeta mais fresco». O Protocolo de Montreal demonstrou que políticas sustentadas na participação universal e no compromisso político, são capazes de produzir resultados.
Mochofino diria: Assim queiramos mais vezes — sobretudo quando a ciência nos mostra o caminho.
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